Cross Linking – Como funciona.


O ceratocone pode ser definido como uma deformação coniforme da córnea, que provoca a percepção de imagens distorcidas. É uma condição na qual o estroma corneano apresenta baixa rigidez, tornando-se mais elástico e fino. Ceratocone, ectasia, ectasia corneal, ectasia corneana, tratamento para ceratocone, cura para ceratocone, ceratocone avançado, ceratocone inicial, suspeita de ceratocone, lente para ceratocone, especialista em ceratocone, especialista ceratocone porto alegre, clinica especializada em ceratocone, oftalmologista ceratocone, oftalmologista para ceratocone, especializado em ceratocone, cone, córnea fina, cornea fina, córnea em forma de cone, cornea em forma de cone, ceratocone tratamento, ceratocone cirurgia, crosslink, cross link, crosslinking, cross linking, anel de ferrara, transplante de córnea, transplante de corneaEssa perda de rigidez permite a formação de uma área abaulada (ectasia) mais protusa (cone), com consequente irregularidade da curvatura corneana. A dificuldade na percepção das imagens é similar à provocada pelo astigmatismo e nos casos mais avançados a visão é muito baixa ou totalmente distorcida.

A idéia original do uso da riboflavina e dos raios UVA para o enrijecimento do tecido corneano foi descrita por Theo Seiler, MD, PhD (Zurique, Suíça), que publicou os primeiros resultados em 1998. A luz UVA (370 nm), associada à riboflavina, cria novas ligações entre as moléculas de colágenos adjacentes, reduzindo significativamente a elasticidade e aumentando a resistência biomecânica do tecido corneano. A irradiação das moléculas de riboflavina, por meio da luz UVA, provoca perda do seu equilíbrio interno, havendo liberação de radicais livres de oxigênio (oxigênio singleto – 1O2). Este equilíbrio é recuperado pelo surgimento de ligações covalentes entre duas fibrilas de colágeno. Uma crossedbridged (ponte cruzada) é criada entre as fibrilas de colágeno, por isso o termo crosslinking (ligação cruzada), produzindo maior rigidez do tecido corneano. Estudos publicados apontam que o aumento na rigidez corneana pode chegar a 329%.

 

Dr. Marco Antonio Kroeff

Deixe seu comentário via Facebook

comments



Voltar

Ou deixe seu comentário preenchendo o seguinte formulário:

Nome (obrigatório) Email (não será publicado) (obrigatório) Site Seu comentário

22 comentários para “Cross Linking – Como funciona.”

  1. Roseli disse:

    Boa tarde!

    Eu tenho ceratocone diagnosticado e estabilizado. Sempre usei lentes de contato, após o diagnosticos, isso há mais de 21 anos.
    Tenho um filho de 10 anos, que acabou de ser diagnosticado com inicio de ceratocone. Apresentou dificuldades visuais e está usando óculos. O médico indicou o crosslink. A pergunta é crianças nessa faixa etária podem realizar tal procedimento?

    Desde já agradeço a atenção!

  2. Pedro disse:

    Prezado Dr. Marco:

    Li sobre o crosslink feito com riboflavina modificada, onde não ocorre a remoção do epitélio. Os resultados são promissores com essa técnica? Pode haver um pouco de redução do cone, com o endurecimento da córnea??

Assuntos em pauta

anel de ferrara astigmatismo catarata catarata lentes catarata ocular catarata tratamento ceratocone ceratocone cross link ceratocone lente de contato ceratocone tratamento cirurgia cirurgia miopia cirurgia refrativa colírio conjuntivite cross link crosslink crosslinking cross linking cura Córnea excimer laser femto second femtosegundo fotofobia hipermetropia laser lasik lente de contato lentes de contato marco antonio kroeff miopia oftalmo oftalmologia oftalmologista olhos olho vermelho porto alegre PRK proteção solar pterígio saúde ocular transplante de córnea tratamento óculos de sol